domingo, 11 de agosto de 2013

Pai: Referência de Deus. Senso de Origem e Destino.

"Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar".
Mateus 11.27

Jesus deixa claro nesse versículo que Ele veio para nos revelar Deus como "Pai". Deus não era conhecido assim até então. Você praticamente não encontra nenhuma referência a Deus no Velho Testamento como Pai. Ele era chamado de Senhor, Jeová, El Shadai (Todo Poderoso) e assim por diante. Devido ao mandamento de não tomar o seu Santo Nome em vão, os judeus evitavam pronunciá-lo. Era uma relação onde Deus era o Senhor, excelso, e eles o seu povo amado - seus servos. A revelação de Deus como Pai só acontece com vinda de Jesus. E a razão é simples, e foi explicada pelo próprio Jesus:

..."quem vê a mim, vê o Pai. Como dizes tu: mostra-nos o Pai?" João 14.9b.

Não há Pai a menos que haja um Filho. Ninguém se torna um Pai enquanto não for revelado que ele tem um filho. E Jesus não só veio para revelar-se como Filho de Deus, mas para nos dar a possibilidade de também nos tornarmos filhos de Deus (João 1. 12). E de desfrutarmos dos benefícios de nossa filiação (Romanos 8.15 e Gálatas 4.6-7)




Um outro significado subjacente a esse é o que nos é revelado em Efésios 3.14-15. Como Derek Prince, um renomado Mestre da Palavra escreveu certa vez, esse texto nos revela que toda a paternidade deriva da paternidade original de Deus. Portanto, os pais recebem uma autoridade que é derivada da autoridade original de Deus. E a figura do nosso pai natural reflete a imagem de Deus como Pai.

Estudos foram realizados e comprovaram os reflexos negativos da ausência da figura do pai no desenvolvimento humano. Um excelente e reconhecido estudo nesse sentido foi conduzido por um psicólogo e pesquisador francês chamado Guy Corneau. Ele não tem um enfoque cristão mas demonstra, com clareza, a necessidade humana da figura do Pai. Ele estudou os efeitos da ausência paterna na geração que cresceu, sem os seus pais, logo após a Segunda Guerra Mundial, devido à enorme quantidade de homens que morreram no conflito. Esse estudo é sintetizado no excelente livro: "Pai Ausente, Filho Carente", publicado em português pela Editora Brasiliense. Recomendo, a todos que puderem, a leitura desse livro.



Capa do livro "Pai Ausente, Filho Carente".

 Portanto a figura de nosso Pai natural é uma referencia moral, afetiva e espiritual que nos revela não somente a nossa origem, mas também o nosso destino. 

Que todos nós possamos honrar nossos Pais e celebrarmos, neles, a autoridade e a revelação de Deus em nossa vida!

Roberto Coutinho

domingo, 14 de julho de 2013

UMA REFLEXÃO SOBRE A FÉ

"Porque todo que é nascido de Deus vence o mundo; E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé". 
1 João 5.4


Na dimensão da fé nenhum problema tem tamanho absoluto. Cada problema passa a ter o tamanho que você mesmo dá a ele. Nessa dimensão, nem a morte pode ser um problema grande demais. Sua incredulidade os faz crescer, mas a fé, firme e persistente, os dissolve, até se tornarem uma resposta, um mover dos céus a seu favor, uma provisão, uma saída onde aparente não havia nenhuma. Esse mundo é o fascinante mundo da fé. Uma aventura vivida na presença Dele. O mundo que Deus nos desafia a viver dia após dia.

Se você foi testado e falhou, lembre-se: existe a graça de Deus para te levantar e dar a você uma nova chance de vencer. E se você foi foi testado e você venceu, lembre-se: Ele vai prover novos desafios para você usar o seu conhecimento vez após vez, em níveis cada vez mais elevados, em direção aos lugares altos que Ele planejou para você viver.


Cantora Jamily

Segue abaixo um vídeo com uma canção nova da cantora gospel Jamily (e já fazendo uma propaganda para que você compre o CD!), que fala exatamente sobre esse tema fascinante de nossa jornada cristã: A FÉ:




Que Deus nos ensine a viver e vencer pela FÉ, cada dia mais!

Pastor Roberto Coutinho

domingo, 30 de junho de 2013

TIAGO - PARTE 5: OS PECADOS DA LÍNGUA

"Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã".
Tiago 1.26

Chama a atenção a posição de centralidade que Tiago dá à questão da língua, afirmando que nossa relação com Deus (religiosidade) é vã se não formos capazes de refrear a nossa língua. Mas porque a língua exerce uma influência tão forte em nossa vida espiritual? Como ela exerce essa influência?

Em primeiro lugar, porque nós podemos anular, com nossas palavras, aquilo que fazemos. Mesmo que tenhamos boas ações e aparência de piedade, se abrirmos demais a nossa boca, acabaremos colocando a perder tudo aquilo que construímos. Veja este versículo de Provérbios:

"O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os seus lábios a si mesmo se arruína".
Provérbios 13.3

Bastam algumas palavras para por tudo a perder em um relacionamento, uma amizade, em uma negociação ou mesmo em um casamento ou na Igreja. Palavras erradas ou ditas em hora errada podem comprometer todo um trabalho. E quanto mais falamos, mais chance temos de errar.

Em segundo lugar, o uso de nossa língua é tão importante porque, no mundo espiritual, nossas palavras tem o poder de um documento assinado:

"Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante do meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai, que está nos céus".
Mateus  10.32-33

Nossas palavras, no caso da confissão descrita acima, tem o poder de selar a nossa vida eterna. Elas determinam a posição de Jesus com relação a nossa salvação. A confissão é o uso da língua com o objetivo de definir o nosso posicionamento espiritual. Tem o valor de um documento assinado perante o mundo espiritual. Temos que tomar cuidado, portanto, com o que confessamos. Nossas palavras abrem o mundo espiritual diante de nós, tanto para nos trazer bençãos como para nos trazer maldição, dependendo de nossas palavras. Veja também Romanos 10.9-10 e Provérbios 18.21.


Vejamos a seguir algumas consequências do mau uso da língua:

1. Angústia: Provérbios 21.23 
2. Infelicidade: 1 Pedro 3.10
3. Destruição: Provérbios 18.7
4. Impureza: Mateus 15.11

É importante observarmos como, tanto o mau como o bom uso da língua, sempre traz consequências na vida pessoas. De alguma forma estamos sempre colhendo os frutos das palavras que plantamos.

"Põe Guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios"
Salmos 141.3

Agora vejamos alguns pecados da língua descritos pelas Escrituras:

1. Falar mentiras: Efésios 4.25
2. Palavras impuras: Efésios 4.29
3. Mexericos: Levíticos 19.16; Provérbios 20.19
4. Murmuração: Filipenses 2.14; 1 Coríntios 10.10
5. Difamação (calúnia): Salmos 101.5
6. Bajulação: Salmos 12.1-3; Provérbios 26.28; 29.5
7. Falar demais: Provérbios 14.23; Eclesiastes 5.3

Um outro aspecto que queremos enfocar é que podemos vencer os pecados da língua - e a Bíblia nos ensina como obter essa vitória. Seguem alguns princípios de vitória sobre esses pecados:

1. Buscar a cura para os problemas da língua: Isaías 6.5-7.
2. Encher o coração de coisas boas: Lucas 6.45.
3. Pensar antes de falar, ser cuidadoso: Salmos 34.13
4. Não falar no tempo mau, no meio da crise, na ira: Amós 5.13.

Que o Senhor nos ajude a vencermos os pecados da língua, a termos uma boa confissão e a comermos das benção decorrentes do bom uso de nossa língua!

Roberto Coutinho


quinta-feira, 13 de junho de 2013

TIAGO - PARTE 4: O PRINCÍPIO DA CONFISSÃO

"Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo".
Tiago 5.16


Uma das práticas bíblicas recomendada pelos apóstolos e amplamente negligenciada pelos cristãos evangélicos é o da confissão. E creio que isso se dá até como uma forma de se contrapor à prática da penitência dos cristãos católicos. De fato, as Escrituras não nos ensinam a confissão como algo a ser feita a um Sacerdote e nem muito menos a necessidade de realizar ações de penitências definidas por ele. Esse é um sacramento definido pela Igreja Católica no Concílio de Latrão, em 1215. Mas não podemos rejeitar o princípio bíblico da confissão dos pecados para ser curado, conforme Tiago nos ensina no versículo acima. Devemos praticá-la dentro dos princípios ensinados na Palavra de Deus.

A palavra "pecado" nesse versículo é traduzida da palavra grega "paraptoma", que significa "desvio, derrapagem, falta, transgressão". Em nossa caminhada cristã cometemos essas derrapagens, desvios ou faltas, e precisamos ser perdoados e curados. A confissão está ligada ao perdão e a oração de uns pelos outros à cura. Mas por que, além de perdão, necessitamos também de cura?

Em Salmos 32.3-4 vemos as consequências do pecado: sofrimento, pesar, somatização, sequidão, etc. Ele traz consequências espirituais, emocionais e físicas (somatização, doenças). Davi disse que enquanto ele calou o seu pecado os seus ossos envelheceram e o seu vigor (saúde) foi afetado. Necessitamos, portanto, não somente do perdão, mas também da cura de eventuais sequelas do pecado.


No entanto, aconselhamos que você confesse o seu pecado e receba oração de irmãos que você confia e que tenham maturidade espiritual para ministrar sobre sua vida. Não podemos sair por aí confessando nossas falhas a qualquer pessoa na Igreja. Creio que para praticarmos esse princípio da confissão e oração uns pelos outros, é necessários preenchermos requisitos pessoais e de ambiente. Em 1 João 1.7-9 lemos:

"Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça".

Requisitos pessoais para a prática da confissão:

1. Honestidade.
2. Coragem.
3. Humildade.

Requisitos de ambiente para a prática da confissão:

4. Confiança.
5.Comunhão.

É preciso ter honestidade, coragem e humildade para reconhecermos e confessarmos nossas falhas. E é preciso também haver comunhão com o(s) irmão(s) para quem você vai confessar e que irá orar por você. Nesse contexto de comunhão e confiança, a Bíblia diz, o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.

Já em Salmos 51.1-13 temos Davi descrevendo o que a cura dos pecados nos traz:

- Coração puro.
- Renovação.
- Espírito inabalável (firmeza).
- Presença do Espírito Santo.
- Alegria da salvação.
- Espírito voluntário (desejo de servir).
- Autoridade para pregar.

Que o Senhor nos ensine a praticar a confissão, em um ambiente de amor e confiança, para que possamos vencer e ser libertos dos pecados.
Pr. Roberto Coutinho

sexta-feira, 7 de junho de 2013

TIAGO - PARTE 3: A ANATOMIA DO PECADO

"Bem aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, ao ser tentado, diga: sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando essa o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte". 
Tiago 1.12-15

As palavras "provação" e "tentação" são a mesma no original grego. Elas são traduzidas da palavra "peirasmos", e ora é traduzida como "provação" e ora como "tentação". Significa também "testar, avaliar". O que nos chama a atenção no texto acima de Tiago é a sua afirmação tácita de que, ao sermos tentados, não devemos dizer que somos tentados por Deus - porque Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta. E, de imediato, vamos enfrentar uma aparente contradição nas escrituras e extrairmos daí uma primeira conclusão.

A Aparente Contradição

Em Gênesis 22.1 temos seguinte afirmação:

"Depois dessas coisas provou (peirazo) Deus a Abraão e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui".

Temos aqui, portanto, uma aparente contradição nas Escrituras. Tiago afirma que não somos tentados (peirazo) por Deus e, no texto acima, temos que Deus "provou" (peirazo) a Abraão! Como explicarmos isso?

A Língua Portuguesa nos proporcionou uma vantagem em relação a essa questão porque, por algum motivo, nós temos uma palavra para "peirasmos" que tem uma conotação positiva - "PROVAR" - e outra que tem uma conotação negativa - "TENTAR". A primeira tem o sentido positivo de "avaliar, testar com o objetivo de aperfeiçoar" e a segunda tem um sentido negativo de "desafiar, induzir, com o objetivo de vencer, envergonhar e condenar". Ambos são testes, mas têm objetivos bem opostos: um o de gerar crescimento; o outro, de gerar condenação.

Deus permite que sejamos "provados" para nos trazer crescimento. Mas Ele a ninguém "tenta", como explicou Tiago, porque Ele não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta. Mas o inimigo das nossas almas se incumbe disso, pois estamos em uma guerra espiritual onde uma de suas principais armas contra nós é a tentação: provas que tem o objetivo de nos derrubar e gerar condenação. Percebem a diferença?


Temos um exemplo claro disso nas Escrituras em Jó 1.6-12. Vemos que houve Deus permitiu que Satanás lançasse uma série de ataques e testes contra Jó para que ficasse estabelecido se ele era fiel mesmo a Deus ou não. As duras provações foram estabelecidas na vida de Jó, mas os objetivos de Deus e de Satanás eram opostos: Deus queria demonstrar e aperfeiçoar a fidelidade de Jó. Satanás queria derrubá-lo de sua fé e o condenar. As provações foram permitidas por Deus, mas as tentações foram lançados por Satanás - exatamente como se dá em nossa experiência cristã.

Em Mateus 4.1 lemos:

"A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado (peirazo) pelo Diabo".

Quem o levou ao deserto? O Espírito Santo (Deus). Para quê? Para ser tentado pelo Diabo.


Os Estágios da Tentação e do Pecado

Outro ensino muito importante de Tiago nesse assunto é o que podemos chamar de "estágios da tentação e do pecado", através dos quais podemos entender como as tentações nos levam a pecar. Nessa análise podemos constatar do que o pecado é constituído e como ele opera em nós. Podemos descrever o que estou chamando aqui de a "Anatomia do Pecado", ou seja, quais são as suas facetas e partes constituintes. Se soubermos como ele opera, será mais fácil também entendermos como vencê-lo.

O texto de Tiago 1.14-15 nos mostra os seguintes estágios que nos levam a pecar através das tentações:

1. Atração: ..."cada um é tentado pela própria cobiça, quando essa o atrai"...
2. Sedução: ..."e seduz"...
3. Concepção: ..."Então, a cobiça, depois de haver concebido"... 
4. Consumação: ..."dá a luz ao pecado; e o pecado, uma vez consumado"...
5. Conseqüência: ..."gera a morte".

Mas como vencer as tentações? Para vencer as tentações temos que eliminá-la já em seu primeiro estágio de atuação: a atração. E a Bíblia nos traz algumas orientações sobre como nos manter imunes à atração do pecado:

1. Vigiar e Orar:
Mateus 6.3; Marcos 14.31; Lucas 22.40.

2. Andar em espírito:
Gálatas 5.16.

3. Desviar-se do mal (proteção passiva):
Jó 1.1 e 8; Provérbios 16.17.

4. Fugir do pecado (proteção ativa):
1 Coríntios 6.18; 2 Timóteo 2.22

5. Submeter-se a Deus e Resistir ao Diabo (proteção agressiva):
Tiago 4.7

Que o Senhor nos ensine a ter uma vida de vitória sobre o pecado!

Pr. Roberto Coutinho

quinta-feira, 6 de junho de 2013

TIAGO - PARTE 2: TRANSFORMAÇÃO PELA PALAVRA

"Portanto, despojando-vos de toda impureza e acumulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma". Tiago 1.21

A palavra traduzida como "implantada" no versículo acima vem do grego "emphutos" que significa também "enxertar". A Palavra é poderosa para nos salvar, mas ela deve ser "acolhida com mansidão" e "enxertada" em nós. Isso indica um processo de interiorização da Palavra que deve tomar lugar em nós. Algo além de ouvir. Um processo que inclui a humildade e a mansidão para recebê-la e acolhe-la em nosso interior com atenção, abertura e responsividade. É uma forma de receber a Palavra que devemos aprender a fazer, para que possamos ser transformados por ela.

Enxerto de muda.
"Enxertar", a rigor, significa estabelecer uma conexão entre dois entes vivos de forma a estabelecer uma interação, sinergia e compartilhamento de vida entre eles. O termo é utilizado na botânica e na medicina para denominar procedimentos que fazem exatamente isso: enxerto entre plantas, enxerto de peles, etc. Portanto a Palavra de Deus, que é viva e eficaz (Hebreus 4.12), deve ser acolhida dentro de nós de tal forma que produza interação e efeito em nossa vida. Precisamos aprender a ouvir a Palavra de Deus.

Porém, de maneira prática, como se dá esse "acolhimento com mansidão" da Palavra em nós, que produz vida e transformação? Creio que podemos citar, pelo menos, 4 práticas nessa direção: meditação, reflexão, oração e discipulado:

1. Meditação
Meditar é pensar com cuidado e atenção, gastando tempo com Deus e a Palavra:
Gn 24.63; Js 1.8; Sl 1.1-3; 19.14; 27.4; 39.1-4; 104.34; 119.15, 27, 97; Lc 2.19; At 10.19; 1Tm 4.15

2. Reflexão
Refletir é avaliar o impacto, as conseqüências e implicações de uma verdade, um fato ou uma ação que fizemos ou pensamos em fazer.
Dt 4.39; Sl 73.16; Pv 19.2; 20.25.

3. Oração
Oração é comunicação com Deus, o que as escrituras nos ensinam que devemos manter constantemente.
Mt 6.6; 14.23; Mc 6.46; Lc 6.12; 9.28; At 10.9; Fp 1.6; Cl 4.12; Tg 1.5.

4. Discipulado
É submissão ao ensino e acompanhamento de um mestre. É o modelo de ensino ordenado pelo Senhor.
Mt 13.36; 28.19-20.

Permanecendo Sensível à Palavra

Creio que "acolher com mansidão" o que nos é ensinado fala também de permanecermos sensíveis a Palavra por tempo suficiente para que ela produza frutos. Muitas vezes a Palavra de Deus não traz transformação em nós porque não nos mantemos ligados a ela por tempo suficiente. A recebemos, mas logo nos esquecemos dela e não permitimos que sua operação em nós seja eficaz:

"Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e logo se esquece de como era a sua aparência". Tiago 1.23-24.

Não permanecemos na presença de Deus por tempo suficiente para que aquilo que Ele nos falou produza quebrantamento e transformação. Às vezes até nos emocionamos, somos tocados por Deus, mas logo nos esquecemos do que Ele nos falou, nos ocupamos de outros assuntos e até mesmo de outras Palavras, e nos retiramos daquele lugar em Deus onde ele pode nos transformar. Como resultado tornamo-nos apenas ouvintes e não praticantes daquilo que Ele nos fala.

Pr. Roberto Coutinho

sexta-feira, 24 de maio de 2013

TIAGO - PARTE 1: UMA LIÇÃO DE COMUNICAÇÃO

Um primeiro ensino de Tiago que eu gostaria de enfatizar é o que se encontra em Tiago 1.19-20:

"Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus".


De maneira impressionantemente clara e direta ele nos dá uma receita de como ter uma boa comunicação entre nós, cristãos. Ele dá três conselhos simples e, ao mesmo tempo, extremamente difíceis de seguir:

1. Ser pronto para ouvir.
2. Não se precipitar no falar (tardio para falar).
3. Não ficar nervoso (tardio para se irar).

Simples, não é? Se praticássemos isso o tempo todo, 90% dos nossos problemas relacionais deixariam de existir! Isso me fez pensar sobre a discussão, por exemplo. O que é uma discussão?

Discussão é uma interação entre duas ou mais pessoas onde:

1. Ninguém está ouvindo.
2. Todos estão falando.
3. Todos estão nervosos (ou pelo menos perderam a calma!).

Perceberam? Discussão é onde todos estão fazendo exatamente o contrário do que Tiago está nos ensinando no texto acima. 

Devemos se capazes de ouvir (entender) as pessoas se quisermos nos relacionar bem com elas. Somos refratários a certas pessoas porque nunca a ouvimos de verdade e, portanto, nunca a entendemos realmente.

Devemos também pensar antes de falar. Magoamos muitas vezes as pessoas porque não pensamos antes de falar, e acabamos dizendo coisas que nós mesmos nos arrependemos depois. Quem já não cometeu esse erro?  Provérbios 18.7 diz: "A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma". O tempo e espaço onde vivemos não tem uma borracha com a qual podemos apagar as bobagens que dissemos. Uma vez dito...está dito.

Finalmente, o que também é um grande desafio para nós, devemos evitar a ira. Alguém certa vez disse que a ira é "o vento que inflama a chama da nossa insensatez".  A ira nos leva a fazer coisas ruins. A agir com ímpeto e sem pensar. E Tiago nos alerta, no versículo 20: "Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus". E você pode argumentar: Mas Jesus ficou irado no Templo, quando expulsou todos os mercadores! Mas o ponto, é que ali ele não estava agindo na "ira do homem", mas sim sendo dirigido pelo Espírito Santo. Ele estava, no Espírito, expressando a indignação do Pai - portanto, ele estava produzindo a justiça de Deus!

Creio que existem três níveis de comunicação entre as pessoas:

1. Discussão: onde, como vimos, ninguém está ouvindo, todos estão falando e todos estão nervosos.
2. Debate: é uma discussão mediada ou com alguma organização, evitando que todos falem ao mesmo tempo. Também as pessoas não costumam estar abertas para ouvir no debate pois querem provar sua tese. E, também, não é raro as pessoas ficarem iradas durante um debate.
3. Diálogo: é o nível mais adequado de comunicação, onde ambos ouvem, ambos falam e todos mantém a calma. É o nível de comunicação que nos ensina Tiago nos dois versículos que lemos. É o que deve haver entre casais, irmãos, colegas, líderes, na família, na empresa, e assim por diante.

Vamos praticar o nível de comunicação que nos ensina Tiago? Moleza não é mesmo? É só ser pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar...

Roberto Coutinho

TIAGO - O MESTRE DA PALAVRA

A carta de Tiago foi escrita a todos os cristãos do seu tempo e trata de assuntos práticos da vida cristã. E eu creio que esse é o objetivo do ministério do Mestre - um dos ministérios fundamentais de Efésios 4.11: ensinar de maneira prática e aplicável os princípios da Palavra de Deus. Não apenas dizendo "O QUÊ" deve-se fazer mas "COMO" fazer. Ele fala da pobreza e da riqueza, da tentação, preconceito, do falar e agir, o criticar, o orgulho e a humildade, a paciência, oração e fé. Ele põe acima de tudo a necessidade de não somente crer como também agir. Não adianta nada alguém dizer que tem fé se não provar por meio das suas ações a sua fé viva e verdadeira. Ele estabelece uma clara conexão entre aquilo que praticamos e aquilo que cremos. Inclusive, colocando em cheque a nossa "fé" se ela não é evidenciada pelo nosso comportamento.

"Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta". Tiago 2.26.

Ele chama a si mesmo de "mestre" (3.1) e ensina belas lições para todos os seguidores de Cristo. Com clareza e revelação Tiago nos mostra como devemos agir e viver, se é que queremos realmente se cristãos centrados na Bíblia e que vivem de forma agradável a Deus.

Como atuo no ministério de mestre eu tenho grande admiração pelo seu ensino. Tenho buscado muito aprender com Tiago, não só sobre o ensino cristão, mas também sobre a postura, a atitude e a verdadeira motivação que devo ter no ministério. 

Quero compartilhar com todos vocês, nos posts seguintes, algumas das mais preciosas lições deste apóstolo e grande mestre da Palavra. Pinçar alguns dos tesouros deste verdadeiro depósito de verdade que nos foi deixado por esse grande homem de Deus. Amém!

Roberto Coutinho

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Reunião e Café da Manhã com as Mães na CFC

Nesse último domingo tivemos um agradável "Café da Manhã" em homenagem às Mães, seguido de nossa reunião. Foi um tempo onde pudemos ter comunhão, louvar ao Senhor, refletir sobre o aspecto "Maternal" da natureza de Deus, conforme visto em vários textos das escrituras, como Mateus 23.37, Isaías 49.15 e Isaías 66.13. 




Tivemos ainda a oportunidade de apresentar dois vídeos em homenagem a elas e, finalmente, um tempo de ministração às Mães presentes e também à aquelas que não estavam presentes, mas representadas por seus filhos. Todos tiveram a chance de verbalizar, de maneira individual com Deus, seu amor, carinho e admiração por elas, bem como, eventualmente, perdoar ou pedir perdão, conforme sentissem necessidade. Foi um tempo precioso de comunhão e presença de Deus.

Segue abaixo um dos vídeos apresentados. Que o Senhor abençoe todas as Mães!




Reunião de Líderes da Comunidade da Família Cristã

No dia 09 de Maio foi realizada uma reunião da liderança da Comunidade da Família Cristã, coordenada pelo Pastor Roberto Coutinho, com o objetivo de revisar e delinear a Visão, Missão e Valores da CFC, bem como sua Declaração de Fé, sua Estrutura Funcional, seu Planejamento e Estratégia de Trabalho.


Reunião de Liderança - CFC

Para conhecimento geral ficou, portanto, definida a seguinte Declaração de "Visão, Missão e Valores" da Comunidade da Família Cristã:






Foram discutidos também os próximos passos a serem tomados bem como o "Plano Mestre de Evangelismo" a ser implementado. O grande desafio agora é evangelizar o Bairro Bonfim, onde está localizada a sede da CFC e que é muito populoso e aberto ao evangelismo, sem negligenciar, é claro, o testemunho e evangelismo em toda a cidade, através da esfera de influência de cada membro da Igreja.

Estejamos orando e engajados nesse trabalho para que a vontade de nosso Amado Deus seja feita em nós e através de nós!

Pastor Roberto Coutinho 

sábado, 11 de maio de 2013

Café da Manhã Para as Mães na Comunidade da Família Cristã

Segue abaixo o convite para o Café da Manhã que estaremos fazendo para todos, em especial, para todas as Mães!



Todos são Bem Vindos!

Convite Para as Reuniões da Comunidade da Família Cristã

Segue abaixo imagem do convite para as reuniões de Domingo da Comunidade da Família Cristã:


Todos são nossos convidados por um motivo muito simples: você é especial! Para nós e para Jesus, a quem também amamos!

Pastor Roberto Coutinho


terça-feira, 30 de abril de 2013

Que tal um "Flashback"?

Vez ou outra encontramos velhas canções que nos lembram de outros tempos. E elas tem um dom especial de nos lembrar de coisas que nunca devemos nos esquecer. Segue abaixo uma canção de Gary Chapman, gravada em VHS em 1982, "Treasure" (Tesouro), que faz parte de um dos primeiros "discos" de Amy Grant (Ages to Ages).

Gosto dessa canção porque ela é simples mas profunda ao mesmo tempo. É na verdade uma daquelas canções que tem o poder de ser uma espécie de síntese de nossa vida com Deus. Que parecem fazer uma radiografia (termo velho, não é? Talvez fosse melhor dizer um "diagnóstico de imagem") do nosso coração e sentimentos diante da vida e dos desafios que normalmente enfrentamos.

De qualquer forma segue essa velha canção que nunca se tornará desatualizada pois trata de um assunto eterno: nossas escolhas e onde colocamos o nosso coração.




"Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração". Mateus 6.21


Pastor Roberto Coutinho

Reinando em Vida - Notas de Estudo


“Porque, se pela ofensa de um só, a morte veio a reinar por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e o dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo”.
Romanos 5.17


Assim como o pecado de Adão trouxe a abundância de pecado e o sofrimento que temos no mundo, o ato de redenção de Jesus na cruz nos trouxe abundância de vida e vitória. Mas temos que saber como nos apropriar dessa nossa herança.
“muito mais”... o pecado trouxe conseqüências profundas para a vida do homem, mas a obra redentora de Jesus é mais profunda ainda.
 Você está reinando em vida? Ou você é uma pessoa vítima das circunstâncias da vida?
Dois aspectos enfatizados pelas escrituras:
A abundância da graça: o favor imerecido de Deus, que nos libera o poder, o amor e a vida necessária para vencermos qualquer problema ou circunstâncias da vida. E precisamos dela em “ABUNDÂNCIA”.
O dom da justiça: o perdão incondicional de Deus através de Jesus, que nos livra do pecado e da condenação, nos purifica de toda injustiça, e nos torna justos e inculpáveis diante dele.
Somos chamados para “reinar em vida” e não para sermos simplesmente vítimas das vicissitudes da vida, tendo na igreja um “último refugio contra o mundo mau, a nossa última chance ou cartada nessa vida”. Percebem a diferença?

MAS COMO REINAR EM VIDA ATRAVÉS DE JESUS?

O primeiro ponto é que as escrituras dizem que reinamos em vida ATRAVÉS DE JESUS. Veja que não diz que é através de ir a igreja, ou mesmo ler a Bíblia, ou através de uma religião ou filosofia, como podem crer as pessoas. Mas através de  uma pessoa: Jesus. O ponto chave aqui é relacionamento com Ele.
 No Velho Testamento temos os mandamentos do Senhor para os Reis de Israel. Todos aqueles que quisessem ser bem sucedidos em seu reino deveriam cumprir essas ordenanças, para que o Senhor fosse com ele e o abençoasse. Essas ordenanças estão em Deuteronômio 17. 14-20.
Todos aqueles que querem reinar em vida através de Jesus devem também seguir essas admoestações.
Basicamente o texto diz que o rei deveria:
Não multiplicar para si cavalos (poderio militar). Ou seja, a sua confiança não deveria estar em sua própria força, mas no Senhor. Também não devemos confiar em nossa própria capacidade ou força. Precisamos aprender a depender do Senhor, e esperar Nele a direção e as respostas para nossa vida.
Não multiplicar para si mulheres. E o versículo mesmo nos dá o motivo desse mandamento: “para que o seu coração não se desvie”. Nada tem um potencial tão grande para desviar o nosso coração do Senhor e o seu Reino, do que os nossos sentimentos e carências emocionais. Devemos ter muito cuidado com essa área de nossa vida: os solteiros, casados, jovens, velhos, não importa. Essa é a causa da queda e esfriamento espiritual de muitas pessoas na igreja.
Meditar na Palavra de Deus todos os dias da vida. O rei deveria transcrever as escrituras e depois ter esse livro consigo e lê-lo todos os dias da vida. Para que ele conhecesse a vontade e os princípios de Deus, e nunca se esquecesse de aplicá-los em todos os aspectos de sua vida e da nação. Nós também devemos meditar todos os dias na Palavra de Deus, para que a conheçamos e façamos aplicação prática e pessoal de seus princípios no dia-a-dia. Não há como reinarmos em vida sem aplicarmos a Palavra à nossa vida prática. Não há como reinarmos em vida sem obediência.   
Pastor Roberto Coutinho

A Origem do Novo Homem - Notas de Estudo


“Jesus respondeu e disse-lhe: na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”
João 3.3

O “novo homem” é o resultado de um processo espiritual que as escrituras chamam de “novo nascimento”. Esse processo ocorre na vida de todos aqueles que recebem a obra redentora de Jesus. (João 1. 12-13).
Sem o novo nascimento não podemos ver (entender) o reino de Deus e nem entrar nele. (João 3. 3-6). Essa é a base e a origem da nossa nova vida com Cristo, o novo nascimento, que inicia em nós o processo de despojar-se do velho homem e revestir-se do novo.  
Etapas da criação do novo homem
1.    Crer em Jesus Cristo e receber sua obra redentora (João 1.12-13)
2.    Ser batizado. (Romanos 6. 4; Colossenses 2.12)
3.    Receber o Espírito Santo. (João 3. 5-6)
4.    Permanecer (estar) em Jesus. (2 Coríntios 5.17)
Gálatas 6. 15: O novo nascimento é tão importante que as escrituras dizem que a religiosidade em si, por si só, não tem valor algum, mas sim o ser uma “nova criatura”, referindo-se ao novo nascimento e o novo homem.
Contrastes entre o velho e o novo homem
Colossenses 3. 1-17:
vv 1-4: a fonte de nossa nova vida está em Cristo, em Deus.
vv 5-7: o conselho de Deus quanto ao velho homem é claro: mate-o!
Características primárias do velho homem: prostituição, impureza, afeição desordenada (paixão), vil concupiscência e avareza, que é idolatria.(v5)
Características secundárias do velho homem: ira, cólera, malícia, maledicências, palavras torpes e mentiras. (vv 8-11)
Geralmente o cristão se livra das características primárias mais facilmente, mas as secundárias já são bem mais trabalhosas, e exigem um processo mais doloroso de cura.
vv 12-17: características do novo homem: coração compassivo, benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, perdão, amor, paz, sabedoria e gratidão. 

Que o Senhor nos ajude a despojar-nos do velho homem e revestir-nos do novo!

Pastor Roberto Coutinho

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Discipulado


“Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação do século”.

Mateus 28.19-20

No Novo Testamento a palavra “discípulo” é traduzida do grego “mathetes”, e aparece mais de 269 vezes. Ela significa alguém que está ao lado de um mestre para ser treinado e formado por ele. E o fato central aqui é que Jesus ordenou a Igreja a ir fazer discípulos e não adeptos ou membros de Igreja. E discípulo é mais do que um adepto, um simpatizante ou mesmo um membro de Igreja. Você pode ser um membro ativo de uma Igreja e, no entanto, não ser um discípulo.

Creio ser preciso entendermos melhor o que é discipulado. Não é um mero estudo bíblico ou ensino de doutrinas e teorias. Não é fundamentado na transmissão de informações, mas na formação. Formação de vida, caráter e conduta.

Se fizermos uma comparação entre estudo bíblico e discipulado creio que isso nos ajudará a entender o que é uma e outra coisa:

Estudo Bíblico
Discipulado
Transmissão de conhecimento
Transmissão de vida
Foco na informação
Foco na formação
Ênfase teórica
Ênfase prática
Formal
Informal
Impessoal
Pessoal
Ênfase nas informações
Ênfase nas perguntas
Ensina regras
Ensina princípios
Desenvolvido em classes
Desenvolvido em relacionamentos

Como se pode observar na comparação acima, o discipulado é um passo além do estudo bíblico em termos de intimidade e transparência. O estudo bíblico é bom e necessário, até porque não podemos ser discípulos de todos, mas o discipulado é uma metodologia de ensino íntimo e pessoal que tem não somente o objetivo de nos ensinar, mas nos formar. Na verdade podemos dizer que o discipulado é um relacionamento pessoal cujo objetivo é a transferência de vida, experiência e princípios.

Características do Discípulo de Jesus

É necessário ter uma atitude correta e certos valores para se tornar um bom discípulo de Jesus, e as escrituras nos fornecem alguns elementos que devem estar presentes em nós para que possamos crescer no contexto do discipulado:

1. Compromisso com a vontade de Deus. Mateus 16.24
2. Submissão ao Senhorio de Jesus. Lucas 14.26 e 33.
3. Perseverança. João 8.33
4. Amor. João 13.35
5. Humildade (coração ensinável). Mateus 11.29.
6. Estar com Jesus. Mateus 10.1; Marcos 3.13; Lucas 6.12-13.
7. Dar frutos. João 15.8

Continuaremos a analisar essas características e também outros aspectos do discípulo do Senhor.

Pastor Roberto Coutinho

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Intimidade com Deus

“Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos. Aquele que diz: “Eu o conheço”, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele. Aquele que afirma que permanece nele deve andar como ele andou”.    
1 João 2.3-6.

A principal característica de um verdadeiro relacionamento com o Senhor é a intimidade. Sem intimidade com Deus a vida cristã perde o conteúdo e o sentido. E o texto acima de 1 João 2.3-6 nos adverte que podemos estar enganados a respeito de nosso andar com Deus. Podemos pensar que o conhecemos e que estamos nele, mas estarmos equivocados. O Apóstolo faz uma análise de causa e efeito demonstrando quais são as evidências de um caminhar correto com o Senhor:

Conhecer a Deus:        à Obediência aos seus mandamentos.
Estar nele:                   à Andar como Ele andou.

Nossa verdadeira condição com Deus é testada pelos nossos atos e pela forma como caminhamos. É o princípio do fruto como evidência da condição da árvore (Mateus 7.16). O ponto crucial aqui é que podemos estar enganados sobre a nossa verdadeira posição. Devemos analisar constantemente nossa vida, nossos atos e nosso procedimento para discernirmos se estamos caminhando adequadamente ou não.

Mas o texto também nos aponta a chave para um verdadeiro relacionamento com o Senhor no versículo 5: ...“Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado”. O que traz obediência à sua palavra? O amor Dele aperfeiçoado em nós. É através de experimentarmos o seu amor, e permitirmos que ele seja aperfeiçoado em nós. É quando estamos cheios e imersos no amor de Deus é que somos conduzidos ao verdadeiro caminho da obediência. É o ponto que nos traz equilíbrio e realidade interior: o amor de Deus aperfeiçoado em nós.

Mas o que significa ter o amor de Deus “aperfeiçoado” em nós? Creio que todos que fomos alcançados por Jesus fomos alcançados pelo amor de Deus. Mas nem todos desenvolvem esse amor em seu interior. Esse amor somente se desenvolve em nós através de relacionamento e intimidade com o Senhor. Todo amor somente é nutrido através de intimidade e relacionamento. E é assim também com relação ao amor do Senhor em nossa vida. Se não gastamos tempo com Ele, em um relacionamento íntimo e pessoal, o amor dele não é aperfeiçoado em nós, e descambamos por um de dois desvios possíveis: a Religiosidade ou o Mundanismo. 

Veja no diagrama abaixo uma representação desses dois tipos de desvios possíveis da intimidade com Deus (Extraído de um estudo feito por Bob Mumford, chamado "Agape Road"):





Religiosidade: prática exterior sem substância interior. Aparência. Frieza. Tentar obedecer a Deus sem intimidade com Ele. Tende a extremismo e apego exagerado a doutrinas.
Mundanismo: permanecer na igreja sem sair do mundo. Ter uma vida em duplicidade, tanto na igreja como no mundo. Tende a uma vida sem testemunho e vitória.

Que o Senhor nos ajude a andar em intimidade com o Pai e experimentarmos o caminho do verdadeiro crescimento!

Pastor Roberto Coutinho

domingo, 31 de março de 2013

Quando a Vida Finalmente Vence a Morte - Páscoa

"Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo."
Romanos 5.17

Vivemos em um mundo no qual assistimos a morte supostamente vencendo a vida. O mal triunfando sobre o bem. A indiferença prevalecendo sobre o amor. O ódio corroendo a tolerância. O crime debochando da lei. A maldade espancando a bondade. A morte prevalecendo sobre a vida. Crimes, doenças, guerras e miséria reinando desde os primórdios da humanidade. Por mais que hajam pontos ou momentos localizados de paz e prosperidade ao longo da história, estes sempre foram alcançados à custa da opressão e domínio sobre outros povos. Homens dominando sobre outros homens. Nunca houve um quadro geral de prosperidade e paz sobre a Terra. É a morte reinando sobre a vida.

Mas há um evento que vai exatamente na contramão desta tendência. Um evento único, fantástico, poderoso e que até hoje influencia um número cada vez maior de pessoas ao redor do mundo. Um evento que, finalmente, traz a vitória do bem contra o mal. Finalmente, o triunfo da vida sobre a morte.

Quando Jesus, naquela manhã longínqua, rompeu da prisão da morte, finalmente assistimos ao triunfo da vida. Vida essa que até hoje transforma o coração de qualquer um que se abre para a luz que brilha a partir daquele túmulo vazio. Vazio de toda desgraça, de toda injustiça e de toda a maldade que teima em resistir nas trevas e nos corações daqueles que não se abrem para a verdade.

É essa a verdade que celebramos e anunciamos. A verdade da ressurreição de Jesus. A vida e o bem que vencem a morte e o mal. A única vitória real e permanente contra a morte.

Que nesse dia que o cristianismo escolheu para lembrar da morte e celebrar a ressurreição de Jesus, Ele possa ressurgir de uma maneira nova em seu coração. Onde quer que possa haver ainda alguma escuridão em sua vida, alguma área ainda não alcançada pela luz do amor que procede daquele túmulo vazio, que isso possa acontecer hoje, iluminando, aquecendo e curando esses recintos escuros. Trazendo o renascer e a renovação que só esse Homem ressurreto, que é o próprio Amor revelado do Pai, pode trazer para sua vida.

Feliz Páscoa!

É o voto da Liderança e todos os membros da Comunidade da Família Cristã.

Pastores Roberto & Cristina


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O Verdadeiro Salmo 91

"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará". Salmo 91.1

Este é um dos Salmos mais conhecidos da Bíblia. Quem já não entrou em uma sala onde havia uma Bíblia aberta nele, em um pedestal ou suporte, como uma forma de proteção e ornamento? Porém, nem tudo que é amplamente conhecido é realmente entendido, e creio que esse versículo tem muito mais a nos oferecer do que uma espécie de "palavras mágicas" que afugentam o mal. Na verdade ele contém o ensino sobre um estilo de vida. O estilo de vida que o Senhor deseja que tenhamos para que realmente obtenhamos toda a benção e proteção descritas nesse maravilhoso Salmo.

Vamos começar analisando não o texto em si, mas a quem ele se destina:

"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo"...

A palavra "habita" no texto original (yashab) significa "permanece, fica habitualmente, habita". Que permanece e habita onde? "no esconderijo do Altíssimo". Esconderijo fala de um lugar de proteção, onde não se pode ser alcançado pelos inimigos e suas armas. Portanto, o texto fala da pessoa que permanece constantemente na presença de Deus, em íntima comunhão e ligação com Ele, nesse "esconderijo" onde nenhum mal pode atingí-la. E isso porque Ele é o "Altíssimo", ou seja, "aquele que está acima de tudo e de todos".

Colossensses 3.1-3 exorta a pensarmos nas coisas "lá do alto, não nas que são aqui da terra... pois a vossa vida está oculta com Cristo em Deus". Nós temos o direito, em Cristo, de habitar nesse esconderijo. Mas temos que buscar essa posição através de constante e íntima comunhão com Ele. Senão viveremos fora da presença Dele e expostos aos ataques do inimigo.

Tem muitos cristãos que vão à Igreja mas não permanecem em comunhão com Deus, vivem o seu dia-a-dia na carne, não pensam nas coisas lá do alto, mas sim nas que são aqui da terra, e acabam vivendo vulneráveis ao inimigo e, geralmente, cedem às pressões da carnalidade e às emoções inconstantes da alma, vivendo vidas infrutíferas e que não agradam a Deus. Elas não "habitam no esconderijo do Altíssimo".

E qual é a conseqüência de habitarmos nesse esconderijo do Altíssimo?
 
..."à sombra do Onipotente descansará".
 
"Sombra" fala de "lugar de proteção, abrigo e descanso". Nesses dias de calor intenso nós entendemos melhor sobre a importância da sombra. Em regiões desérticas, como do oriente médio, ela não é um luxo, mas uma necessidade básica, vital. "Sombra" fala também de lugar de descanso, repouso. E quando habitamos nesse esconderijo, nessa posição de comunhão e intimidade com o Senhor, nós encontramos descanso mesmo em meio às intempéries da vida: as lutas, as dificuldades e as crises. O sol pode estar escaldante, mas encontramos descanso nessa sombra fresca e restauradora. Pois é a sombra do "Onipotente", ou seja, "aquele que pode todas as coisas".

Portanto, esse texto não é um mantra ou palavras mágicas para serem lidas e liberar proteção espiritual. Nem um amuleto para se colocar sobre a mesa, na sala ou no escritório, e manter o mal afastado. É uma declaração da vitória que experimenta todo aquele que vive na presença de Deus, em íntima e constante comunhão com o Pai.
 

Segue abaixo uma canção que lembrei escrevendo esse texto, do Grupo Resgate, que fala sobre comunhão com Deus, e não deixa de estar falando do mesmo assunto que nós aqui:
 
 
 
Que possamos habitar na sua presença, no esconderijo desse Deus Altíssimo e descansar à sua sombra. A sombra do Deus que pode todas as coisas. Amém!
Pastor Roberto Coutinho

Tempos de Planejamento

Todo final de ano somos inspirados a rever, avaliar e atualizar os nossos planos. É tempo de avaliar o que se passou e olhar à frente para o que ainda precisa ser feito. Tempo de estabelecer prioridades e de fazer planos!

E nós, cristãos, temos um desafio a mais. Não é simplesmente planejar o novo ano, mas fazê-lo CONFORME A VONTADE DE DEUS. Creio ser desnecessário dizer que, sem a aprovação de Deus, sem estar alinhado com a Sua vontade, nossos planos não nos levarão a bons resultados. Na verdade, nos conduzirão ao fracasso. Mas então surge a pergunta: "Como planejar de acordo com a vontade de Deus?"

Seria muita pretensão minha querer dar uma receita infalível para isso. Mas as Escrituras nos dão umas boas pistas sobre o assunto. E não vou me alongar com muitos textos, mas vou pegar um em especial, que fala muito sobre essa questão dos "planos do homem": o texto de Provérbios 16. E ele já começa dizendo, no versículo 1, que nós gostamos de planejar, mas as respostas certas estão no Senhor:

"Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor procede a resposta da língua".

Então parece ser uma boa idéia já planejar de acordo com a vontade Dele, não acha? Às vezes somos um pouco teimosos, não é? Achamos que somos sabichões o bastante para fazermos os nossos próprios planos. E acabamos descobrindo a vontade Dele da pior forma: ignorando-a.

Então, vamor verificar ao longo de Provérbios 16 quais são algumas das dicas do próprio Deus sobre como fazer planos que estão alinhados com a sua vontade.  São princípios que devemos considerar em nossos planos para sermos bem sucedidos:

1. Ter motivações boas:

"Todos os caminhos do homem são inocentes aos seus olhos, mas o Senhor pesa os motivos". (v 2).

Não é impressionante como podemos até querer fazer coisas boas mas com motivações erradas? Mas Deus não se impressiona muito com o que fazemos. Ele está mais interessado no nosso coração.

2. Não confiar apenas na nossa capacidade e talentos:

"Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus planos serão estabelecidos". (v 3).

Sabe o que significa "confiar ao Senhor" ? Significa não confiar apenas em você mesmo, por mais esperto que você se ache. Mas depender do Senhor, da Sua provisão e direção para implementar seus planos e alcançar suas metas.

3. Planejar com ousadia, mas sem perder a humildade:

"Abominação é para o Senhor todo altivo de coração. Certamente não ficarão sem castigo". (v 5).

Quando planejamos, o fazemos para avançar e conquistar novos alvos. Mas é importante mantermos uma atitude de humildade, e não deixarmos que a altivez (orgulho) penetre em nosso coração. A Bíblia diz que é Deus, e não o inimigo, quem resiste aos soberbos! (1 Pedro 5.5-6). O texto acima diz que o altivo de coração não ficará sem castigo. Isso é suficiente para entendermos que não é uma boa idéia planejarmos com altivez em nosso coração, não é?

4. Planejar e agir no temor do Senhor:

"Pelo amor e pela fidelidade expia-se a iniquidade; pelo temor do Senhor o homem desvia-se do mal". (v 6).

O temor do Senhor é o que nos mantém longe do mal. É quando pensamos: "não vou entrar nessa, porque isso é mal aos olhos de Deus", estamos tendo o temor do Senhor. Submeter nossos planos a esse crivo, é uma das formas de sermos bem sucedidos.

5. Planejar o que é agradável ao Senhor:

"Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até seus inimigos faz com que tenham paz com ele". (v 7).

Há coisas que claramente agradam ao Senhor: colocá-lo em primeiro lugar, dar com alegria, adoração, ser fiel a Ele - são coisas que a Bíblia diz que Deus ama. E agradamos alguém quando fazemos o que esse alguém ama. Recheie seu planejamento de coisas e atitudes que Deus gosta, e o texto diz que tudo vai dar tão certo, que até os seus inimigos vão ajudar você a realizar esses planos!

6. Pautar todos os planos pela justiça e retidão:

"Melhor é o pouco, com justiça, do que grandes rendas, com injustiça". (v 8).

Seus planos são honestos? São justos? Ou tem alguma trapaça, algum "truque"? É legal, respeita as leis? Não magoa ninguém? Não tem como Deus abençoar o seu plano, se ele não for justo.

7. Continue ouvindo a Deus em cada etapa do seu plano:

"O coração do homem propõe o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos". (v 9).

Mesmo que você ache que tem um bom plano, feito conforme esses princípios, não deixe de continuar ouvindo-o ao longo de sua execução. Deus sempre tem novos ventos e direção específica para nossa vida a cada momento. É perigoso deixar de ouví-lo mesmo quando se começou bem. Ouça ao Senhor constantemente.

Não deixe de planejar o seu novo ano. Estabeleça prioridades e metas e trace estratégias para alcançá-los. Mas tudo na direção e na dependência do Senhor. Não só o próximo ano, mas os próximos anos. Quem não sabe para onde vai, nunca vai chegar a lugar algum!

Que Deus conceda a você um grande 2013, com muitas realizações, sempre na vontade e na direção do Senhor!

Pr. Roberto Coutinho

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Culpa e Transformação: Entendendo a Graça de Deus.

Culpa. Esse é um dos sentimentos mais difíceis de se lidar e entender à luz das escrituras. Afinal, devemos carregar o peso das nossas culpas de maneira penitente e grave, ou devemos dissolvê-la rapidamente no amor e no perdão do Senhor? A segunda opção parece ser a mais alinhada com a revelação do amor e da graça de Deus no Novo Testamento. Mas como contar com a graça e o perdão de Deus a cada vez que erramos sem, no entanto, parecermos levianos e libertinos? É uma boa pergunta, não é? E ela não é nova:

"E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!"
Romanos 6.15

A resposta do apóstolo Paulo parece ser bem clara: "de modo nenhum"! Porém precisamos aprender a andar nessa linha de equilíbrio onde de um lado temos o abismo da culpa e do outro o abismo da libertinagem. Devemos lidar com nossos erros e pecados, trilhar o caminho do crescimento, e não ter uma atitude de conivência com o que é errado. Porém devemos fazê-lo sabedores de que é a graça e o amor de Jesus o que realmente nos transforma, com base em nossa confissão e sincero arrependimento. E nessa graça podemos descansar.
Assista ao clip abaixo onde nosso irmão Jesus Adrian Romero nos traz uma canção que trata exatamente deste tema, e medite um pouco mais nessa verdade cujo entendimento é essencial para o seu crescimento e amadurecimento:




Que possamos viver na graça e no amor de Jesus que nos transforma a cada dia!

Pastor Roberto Coutinho