segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O Plano de Deus Para o Seu Dinheiro - Parte 1: "Como Deus Vê o Seu Dinheiro"



"O Plano de Deus Para o 'Seu' Dinheiro" - A nova série de estudos que Roberto Coutinho está ministrando na Comunidade da Família Cristã, em Taubaté-SP, todos os Domingos às 10h30. (Rua Piratininga, 246 - Bonfim).

Segue abaixo um Podcast de 10 minutos com um resumo da Parte 1 do estudo, intitulada: "Como Deus Vê o 'Seu' Dinheiro". Confira e participe do restante da série. Você é nosso convidado especial!




“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte chamada Italiana,  piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus. Esse homem observou claramente durante uma visão, cerca da hora nona do dia, um anjo de Deus que se aproximou dele e lhe disse: Cornélio! Este, fixando nele os olhos e possuído de temor, perguntou: Que é Senhor? E o anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus”.

Atos 10. 1-4.

Muitas vezes não tratamos do assunto de finanças na Casa de Deus por se tratar de um assunto muito sensível. Os líderes sentem-se constrangidos em abordar o tema com a devida clareza pois temem ser interpretados mal, e estarem agindo em benefício próprio. Mas isso é um erro. O plano de Deus para nossas vidas é completo e abrange todas as áreas de nossa vida. E finanças e dinheiro ocupa um espaço grande em nossas vidas, e se Deus não tivesse diretrizes e orientações claras sobre essa área, seria como se ele tivesse deixado uma grande parte de nossa vida descoberta pelos seus princípios. Mas o fato é que Deus tem orientações e um ensino claro sobre o tema, e é sobre ele que queremos tratar com vocês nas próximas semanas.

O texto acima nos mostra que não somente as orações, mas as esmolas de Cornélio subiram para memória diante de Deus. O Senhor se impressionou com a liberalidade e o desprendimento de Cornélio em relação ao dinheiro. Para Deus, a nossa atitude em relação ao dinheiro é importante pois, em última análise, ela revela a nossa verdadeira atitude em relação a Ele. Deus está olhando a forma como nós lidamos com nossos bens e dinheiro, e vendo o nosso coração em relação a eles. Ele nos mede e afere através de nossas atitudes nessa área, como uma evidência de nossa maturidade e amor.

Temos outros exemplos na Bíblia que nos mostram como é importante para Deus a nossa atitude em relação ao dinheiro. O um deles está em Atos 5. 1-4, onde vemos o juízo de Deus sobre Ananias e Safira por eles terem mentido ao Senhor e à Igreja, retendo parte do valor e fazendo crer que estavam doando todo o dinheiro obtido com a venda de uma propriedade. Vejam que Pedro diz que eles não precisavam nem ter feito essa doação, mas o designo errado que eles formaram em seu coração e a atitude deles em relação ao dinheiro desagradou profundamente a Deus.

Outro exemplo que temos é o da mulher do vaso de alabastro (Mateus 26.6-13). Os discípulos acharam um absurdo o ato de adoração extravagante dela, pelo valor alto do que ela lhe ofereceu, mas vejam que Jesus exaltou a atitude dela, e disse que o que ela fez seria lembrado onde quer que fosse pregado o evangelho, em memória dela. O desprendimento e o amor dela chamaram a atenção de Jesus. E assim como no caso de Cornélio, a atitude dela foi registrada na Bíblia para memória dela.

Mais um exemplo bíblico que mostra como Deus valoriza a nossa atitude em relação ao dinheiro é o da viúva pobre (Marcos 12.40-44). Vejam que Jesus observava as pessoas ofertando. Ele via quanto elas depositavam, quanto lhes sobrava e, principalmente, observava o coração delas. E a oferta da viúva chamou-lhe tanto a atenção, que ele chamou os seus discípulos para lhes ensinar pelo exemplo dela. Ensinou a eles que o que mede o tamanho de uma oferta não é o valor que se dá, mas o valor do que fica conosco, pois esse é o que realmente mede o nosso amor e a nossa fé. Ela havia dado, da sua pobreza, todo o seu sustento. E isso saltou aos olhos de Jesus. Deus também observa o nosso coração, dentre outras formas, através daquilo que damos a ele. Não somente nosso dinheiro, mas também nosso tempo, amor e dedicação, enfim, o nosso coração.

Roberto Coutinho   

sábado, 26 de abril de 2014

Cristianismo Radical - Parte 2: "O Antídodo" (Áudio com Slides)

No dia 13/04/2014 tivemos mais uma palavra da série de estudos iniciada por Roberto Coutinho, na Comunidade da Família Cristã, abordando o que ele chama de "Superficialidade Minimalista" - uma das principais causas do atual estado de baixa reputação e fraco testemunho da Igreja. O antídoto prescrito pelas escrituras? O "Cristianismo Radical". Será uma série de pelo menos 6 estudos que buscará aprofundar nosso entendimento desse tema sensível e nos conduzir além do estágio básico de renovação carismática, ou de avivamento pentecostal, que tiveram seu papel importante no passado mas que agora urgem por novos estágios de crescimento e restauração na vida da Igreja.

NÃO PERCA, a continuação dessa série de estudos.

Local:






Rua Piratininga, 246 - Taubaté - SP.
Dia e horário: aos Domingos, às 10h30 da manhã.



Segue abaixo o áudio da palavra ministrada hoje, com os slides utilizados:




A série completa de estudos será composta dos seguintes temas:

Introdução
Parte 1 - "A Superficialidade Minimalista"
Parte 2 - "O Antídoto"
Parte 3 - "Cristão Leniente x Cristão Radical"
Parte 4 - "Causas da Estagnação"
Parte 5 - "Dimensões do Crescimento Cristão"

Que o Senhor abençoe sua vida e te conduza pelo caminho do cristianismo real, o cristianismo radical!

quinta-feira, 10 de abril de 2014


























"Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo. Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto é grande o mal que pesa sobre o homem". Eclesiastes 8.5-6.

Tempo e modo. Quando e como. Se soubéssemos a resposta para essas perguntas, em todas as áreas e momentos de nossa vida, ela seria muito diferente do que é. E isso porque erramos basicamente de três modos:

1. No mérito: quando algo é inerentemente errado.
2. No tempo: quando fazemos algo certo na hora errada.
3. No modo: quando fazemos algo certo da maneira errada.

O texto acima, de Eclesiastes 8.5-6, nos ensina que aquele que guarda o mandamento não experimenta nenhum mal. Mas guardar o mandamento não é apenas saber o que fazer. Mas saber quando e como fazer. O próprio autor de texto (provavelmente Salomão) nos alerta que o coração do sábio conhece o tempo e o modo. Ou seja, não apenas sabe o que deve fazer, mas quando e como deve fazer.

Parece que quando nos convertemos e começamos a seguir ao Senhor, nos especializamos em fazer as coisas certas na hora e/ou da forma errada. Começamos a pregar e as pessoas se afastam mais ainda da Igreja. Oramos e as pessoas não são curadas. Ensinamos e as pessoas parecem não aprender. Parece que as coisas certas que fazemos, e que deveriam funcionar, não produzem os resultados esperados. E quando essa crise de resultados se instala em nós, e começamos a buscar ao Senhor sobre isso, passamos a entender que para todo o propósito há o "tempo" e o "modo" estabelecido por Deus. Mas fique calmo meu irmão. Você não está só. Na verdade, você está apenas amadurecendo.

Você se tornará sábio e maduro a medida em que descobrir em Deus não só o que você deve fazer, mas quando e como fazer.

Talvez aquela seja a pessoa com quem você deva se casar um dia, mas ainda não é o tempo - você é muito jovem ou não está preparado. Quem sabe aquele sonho que você tem no coração é de Deus, mas ainda não chegou o tempo dele se cumprir, e você ainda precisa aprender como realizá-lo. Aquele novo negócio, aquela viagem missionária, aquele projeto pessoal, ou aquela pessoa que você quer evangelizar, sejam coisas boas, plantadas por Deus em seu coração. Mas ainda não é o tempo ou você não sabe ainda como fazer aquilo. Não tem o conhecimento e a qualificação que isso exige.

Dois exemplos disso na Bíblia são Moisés e Paulo. Quando Moisés, que habitava no palácio do Faraó como príncipe do Egito, mas sabia ser um israelita, viu um capataz egípcio açoitando um israelita, seu instinto interior fez o que parecia certo: foi lá e não só apartou o capataz como também o feriu e matou. Ele era chamado por Deus para ser o libertador do povo de Israel. Mas ainda não era o tempo e nem era aquela a forma de fazê-lo. Como resultado ele teve que fugir do Egito, e viver quarenta anos no fundo do deserto, cuidando das ovelhas do seu sogro, até descobrir o tempo e modo de Deus para o seu ministério. (Êxodo 2.11 a 3.10).

E o Apóstolo Paulo? Assim que ele se converteu e recebeu algum discipulado inicial de Ananias, ele não teve dúvidas: começou a pregar em Damasco. Para usar um neologismo cômico, começou logo a "causar". E qual foi o resultado? Tudo que ele conseguiu foi causar uma confusão enorme na cidade, a ponto de ter que fugir dela, baixado pelas suas muralhas em um cesto, na calada da noite (Atos 9.1-25). Depois, ele foi para Jerusalém, depois enviado para Tarso, e dali para muitos outros lugares. Foram tempos de preparação e crescimento para ele. Até que, 14 anos depois, ele voltou para Jerusalém, expôs o seu Evangelho aos apóstolos que, finalmente, estenderam para ele a destra da comunhão, dando-lhe sua aprovação e benção, para ir aos gentios pregar o Evangelho da graça de Deus (Gálatas 1.10 a 2.10).

Eles aprenderam que para todo o propósito há o tempo e o modo!

domingo, 6 de abril de 2014

Cristianismo Radical - Parte 1: "A Superficialidade Minimalista" (Áudio com Slides)


Neste Domingo, dia 06/04/2014, tivemos mais uma palavra da série de estudos iniciada por Roberto Coutinho, na Comunidade da Família Cristã, abordando o que ele chama de "Superficialidade Minimalista" - uma das principais causas do atual estado de baixa reputação e fraco testemunho da Igreja. O antídoto prescrito pelas escrituras? O "Cristianismo Radical". Será uma série de pelo menos 6 estudos que buscará aprofundar nosso entendimento desse tema sensível e nos conduzir além do estágio básico de renovação carismática, ou de avivamento pentecostal, que tiveram seu papel importante no passado mas que agora urgem por novos estágios de crescimento e restauração na vida da Igreja.

NÃO PERCA, a continuação dessa série de estudos.

Local:






Rua Piratininga, 246 - Taubaté - SP.
Dia e horário: aos Domingos, às 10h30 da manhã.


Segue abaixo o áudio da palavra ministrada hoje, com os slides utilizados:





A série completa de estudos será composta dos seguintes temas:

Introdução
Parte 1 - "A Superficialidade Minimalista"
Parte 2 - "O Antídoto"
Parte 3 - "Cristão Leniente x Cristão Radical"
Parte 4 - "Causas da Estagnação"
Parte 5 - "Dimensões do Crescimento Cristão"

Que o Senhor abençoe sua vida e te conduza pelo caminho do cristianismo real, o cristianismo radical!

quinta-feira, 6 de março de 2014



"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos". Mateus 5.6

Fala-se muito sobre erradicar a fome no País ou no mundo. Mas, na verdade, o problema central não é a fome em si, mas sim as condições em que ela não pode ser saciada. A fome é algo bom. É um mecanismo necessário do organismo que nos leva a alimentar-nos corretamente e com a regularidade que nosso organismo necessita. É um dispositivo de sobrevivência. Por outro lado, quando não se tem fome é porque algo não vai bem com a saúde. Uma boa alimentação é um requisito fundamental para se ter saúde física e emocional, e a fome é um fator regulador desse processo.

A Bíblia nos ensina que há também uma outra dimensão da fome humana: a espiritual. O homem tem fome de justiça. Tem sede de Deus. Fome e sede de um significado maior para a vida, de relevância, de amor, de realização pessoal e familiar. Um senso de origem e destino que, quando ausente, produz um vazio interior, uma ausência e um sentimento de incompletude. Em linguagem bíblica, produz uma fome espiritual.

Em Amós 8.11-12 temos uma palavra profética que creio ser uma descrição exata dos dias que vivemos, tanto na Igreja como no mundo:

"Eis que vem dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, e não a acharão".

Não é o quadro que vemos hoje na Igreja e no mundo? Pessoas famintas, sentindo necessidade de algo maior para si, correndo de lá para cá e não encontrando o que realmente procuram. No mundo, buscam suprir esse vazio interior com fama, riqueza, poder e toda sorte de prazeres: bebidas, sexo, drogas, etc. Ou mesmo com um relacionamento, uma causa política ou algo assim. Já na Igreja, observa-se milhões de pessoas buscando, de uma forma ou de outra, uma palavra, uma cura ou um novo nível de experiência espiritual, às vezes até de forma inconsciente e sem saber exatamente o que se está procurando. Mesmo que experimentando alguns milagres e curas, vagam pela vida com um sentimento de que há algo maior a se experimentar. Algo que ainda se está perdendo. Submetem-se até mesmo a doutrinas e práticas estranhas, a qualquer coisa que possa ser uma resposta espiritual para suas necessidades interiores mas, em geral, a superficialidade e a fome latente por algo mais profundo são nítidas no meio do povo de Deus. Qualquer análise isenta e honesta nos leva a essa constatação.

O Avivamento no Reinado de Asa

Agora leia o texto de 2 Crônicas 15.1-15. Nele encontramos a narração do avivamento espiritual que sobreveio a Judá e Benjamim, como resultado da palavra profética trazida por Azarias, filho de Odede, ao Rei Asa, de Judá.. E podemos aprender com essa história alguns princípios que podem nos conduzir, de uma vida mediana com o Senhor, medíocre e de vitória parcial, para uma vida abundante, de provisão e vitória, experimentando o melhor de Deus para nossa vida.

Nos versículos 1 e 2 vemos que a palavra profética de Deus foi trazida sobre o rei e do povo. Jesus disse em Mateus 4.4 que "nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (ver também Deuteronômio 8.3). Nós sempre precisamos estar debaixo de uma palavra de Deus para nossa vida e ministério, uma palavra profética e de direção. O apóstolo Paulo, em 1 Timóteo 1.18, exorta o seu discípulo a combater o bom combate "conforme as profecias" que havia recebido. Devemos sempre estar caminhando debaixo de uma palavra viva de Deus para nós. Quando recebemos uma palavra procedente da boca de Deus, isso gera fé, inspiração e direção para caminharmos. Gera energia espiritual para a nossa jornada espiritual.

Ainda no versículo 2 temos o que podemos chamar de princípio da proporcionalidade recíproca. Ou seja, Deus vai estar conosco na mesma intensidade com que estamos com Ele. Vai nos levar a sério na mesma proporção com que nós o levamos a sério. Se o buscarmos de todo o coração, vai revelar-se a nós. Se o deixarmos, Ele também nos deixará. E não existe nada mais triste do que deixar ao Senhor e ser deixado por Ele.

Nos versículos 3 e 4 lemos que o Israel estava há muito tempo sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem lei. Ou seja, eles estavam vivendo uma situação de formalismo (sem comunhão verdadeira com Deus), sem cobertura e sem ensino prático, da parte de Deus, para a sua vida diária. Esses são elementos que devem sempre estar presentes em nossa vida: comunhão verdadeira com Deus, cobertura espiritual e ensino (discipulado e/ou conselho). A falta desses aspectos nos tornam vulneráveis e nos conduzem à apatia (letargia) espiritual, que é o que o povo estava experimentando. Mas quando eles romperam esse ciclo e buscaram ao Senhor de todo o coração, Ele se deixou achar por eles (v 4).

Em seguida temos uma descrição do povo de Deus como resultado de sua vida morna com Deus (versículos 5 e 6): falta de paz, perturbações, conflitos e angústias. Quando presentes, esses são sintomas a indicar que nossa relação com Deus está precisando de uma renovação. Que estamos precisando acertar contas com Ele, nos quebrantar e renovar nossa aliança com o Senhor, em uma nova entrega e disposição para o servir melhor, em novidade de vida. Esse é o objetivo de tudo aquilo que Deus faz em nossa vida: nos levar a uma nova entrega, a deixarmos tudo que nos impede de realmente o servir em espírito e em verdade.

Vejam que o povo não estava totalmente afastado do Senhor. Se lermos o capítulo anterior, veremos que eles tinham começado com intensidade sua volta para Deus, derrubando altares de outros deuses e abolindo o culto a eles, tinham voltado a cumprir a lei, fortificado cidades e derrotado alguns inimigos ao redor. Mas parece que eles haviam caído em rotina e estavam desanimados agora. Não é assim também conosco muitas vezes? Mesmo começando bem e nos entregando totalmente ao Senhor, depois de um tempo, chegamos a um ponto em que sabemos que precisamos algo novo de Deus, para deixarmos de viver uma vida infrutífera, sem resultados, sem unção e direção. Chegamos a um ponto de conflito onde temos que encontrar uma nova correspondência ao mover de Deus em nossa vida.

Então, no versículo 7, o profeta do Senhor traz a eles um palavra maravilhosa, de esperança e encorajamento:  "Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa". Não é maravilhoso? O Senhor sabe aquilo que você já fez. Ele não esqueceu da sua entrega inicial. Ele não desiste de nós. E Ele anuncia que está trazendo um novo tempo, um novo mover sobre sua vida, que vai levar você a um novo nível de vitória Nele.

No restante do texto, dos versículos 8 ao 15, vemos como o rei e todo o povo renovaram a sua aliança com Deus, com coração sincero e alegria, e entraram em um novo tempo de avivamento espiritual, onde a fome e sede de justiça do povo foi saciada, onde eles encontraram, no Senhor, o seu contentamento. E no final do versículo 15 temos o resultado desse processo:

"O Senhor lhes deu paz por toda parte". 2 Crônicas 15.15b.

Buscando Alimento no Lugar Certo 

Na história de Asa vemos que o povo buscou o alimento para o sua sequidão espiritual no lugar certo: na presença de Deus, buscando-o de todo coração. Veja o que Davi diz nesse Salmo:

"Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta" 
Salmos 38.9

Como dissemos no início deste estudo, o problema não é a fome, mas a eventual impossibilidade de saciá-la. Davi tinha seus desejos, sua fome espiritual, sua ansiedade. Mas ele as apresentava constantemente ao Senhor. É Nele que devemos buscar o alimento para nossa alma, a água viva para nossa sede espiritual. Você pode ter suas carências, necessidades espirituais e até mesmo ansiedades, mas é no Senhor que você deve buscar sustento e direção. E o salmista descreve o que Deus faz na vida daqueles que são alvos da sua bondade e misericórdia:

"Rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens! Pois dessedentou a alma sequiosa e fartou de bens a alma faminta". 
Salmos 107.8-9

Uma vida plena e de vitória é o resultado de termos nossa fome e sede de justiça saciadas pela revelação de Jesus, que é o pão da vida (João 6.35). Quem vier a Ele jamais terá fome e quem crer Nele jamais terá sede. Ele é a resposta perfeita de Deus para todo homem!

Roberto Coutinho

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Comunhão e Relacionamentos Como Fatores de Crescimento

"Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos".


Gálatas 5.13-15

Creio que uma verdade que todos sabemos mas, ao mesmo tempo, não nos cansamos de ignorar, é sobre a importância dos relacionamentos "uns com os outros" no Reino de Deus. Bob Mumford salientou certa vez que seis dos dez mandamentos referem-se a pecados relacionais, ou seja, tratam do nosso relacionamento com os outros - mostrando a importância que isso tem aos olhos de Deus. Porém, a ênfase no indivíduo e seu relacionamento com Deus, sua salvação, sua vitória pessoal, sua felicidade, seus problemas, etc, como resultado do que eu chamo de verticalização da experiência espiritual, têm sido a tônica na maior parte do Corpo de Cristo. E isto em detrimento da comunhão verdadeira e orgânica com outras pessoas na Igreja. Essa, talvez, seja a síntese do maior mal que assola o povo de Deus na atualidade: a superficialidade.
A ênfase no indivíduo e na verticalização da experiência espiritual fazem com que as pessoas vejam as outras na Igreja quase como um mal inevitável, um incômodo à sua experiência pessoal com Deus. Elas achariam melhor viver sua vida espiritual só com a sua Bíblia e Deus, sendo a igreja apenas o "restaurante espiritual" onde ela vai se alimentar. Pode parecer exagero, mas é exatamente assim que as pessoas se comportam em amplos setores da Igreja hoje. Mas não há vida com Deus verdadeira sem o amor prático de uns para com os outros, e as escrituras são abundantes em ensinos nessa direção.

Mesmo aqueles grupos (os poucos) que buscam valorizar mais o aspecto de comunhão e interação entre as pessoas, acabam alcançando pouca realidade e, não raramente, experimentando problemas sérios de relacionamento e divisões. E isto porque o contexto de amor e comunhão não é uma panacéia, mas apenas um ambiente propício ao crescimento, que pode ou não acontecer. Se as pessoas passarem a se reunir em atividades de comunhão mas sem amor, quebrantamento e crescimento, elas podem até "morder e devorar umas às outras", destruindo-se mutuamente, como diz Paulo no texto acima de Gálatas.


Entender que fomos chamados à liberdade, sim, mas para impactar outras pessoas, amá-las e compartilhar o amor de Jesus com elas, é o primeiro passo que se deve dar na direção correta. Desenvolver nas pessoas a consciência de que não deve-se servir dessa liberdade apenas para satisfação pessoal. Os demais conselhos práticos que o apóstolo dá nesse texto são:

1. Não dar ocasião à carne.
2. Servir uns aos outros.

Se continuarmos a ler o texto, do versículo 16 ao 26, veremos outras orientações que ele nos dá no sentido de experimentarmos o melhor de Deus através da comunhão:

1. Andar no Espírito - foco (v16);
2. Na luta entre a carne e o Espírito, inclinar-se para o Espírito - escolhas (v 17);
3. Cultivar o fruto do Espírito (v 18-25);
4. Resistir à vanglória e à inveja. Cultivar humildade (v 26).

Vejam que se entrarmos nesse processo de vencer progressivamente as obras da carne e deixar o fruto do Espírito aumentar, o resultado será crescimento e transformação. E a evidência desse fruto será vista em nossos relacionamentos. Portanto, o que evidência a nossa maturidade é o amor e a qualidade dos nossos relacionamentos, e não o nosso conhecimento, dons ou verticalidade de nossa relação com Deus.

MOVIMENTOS PRÓ E CONTRA A VERTICALIZAÇÃO ESPIRITUAL DA IGREJA

Estive lendo e estudando nos últimos dias sobre a reforma protestante e creio que podemos identificar, já na época, algumas das sementes que ajudaram a moldar essa tendência individual que predomina na Igreja. Em grande parte, as teses de Martinho Lutero demonstravam a fé pessoal em Jesus Cristo como o fator de salvação e não a participação contínua nos sacramentos da Igreja e a realização das obras meritórias para purificação constante e progressiva, como pregava a Igreja Católica. Nessa última, a salvação era o resultado da constante purificação trazidas pela participação nos sacramentos da Igreja e a realização das boas obras. Se ao final da vida essa purificação não tivesse sido suficiente, ainda havia o purgatório para completar essa purificação antes de ir para o céu. Em outras palavras, Lutero tirou a Igreja como a única mediadora e ministradora da salvação, e colocou a fé pessoal (portanto, do indivíduo) na obra redentora de Jesus como o único requisito necessário para a salvação. Ele tira da Igreja e dá ao indivíduo o protagonismo na obtenção da salvação pessoal.

Isso foi bom, por um lado, pois trouxe de volta o entendimento bíblico da justificação pela fé, que realmente é a base do evangelho. Mas trouxe também o esvaziamento do aspecto corporativo da Igreja e a ênfase na experiência individual. A fé pessoal em Jesus, então, e não a Igreja com todos seus sacramentos e rituais, é que estava no centro do processo de salvação. 


Martinho Lutero

O problema da reforma de Lutero é que não foi radical o bastante, apesar de ter representado um passo importante. A princípio, ele queria melhorar a própria Igreja Romana, como atesta a apresentação da Confissão de Augsburgo, em 1530, que foi uma delicada tentativa de conciliar a sua Reforma com o Catolicismo Romano. O documento foi rejeitado, selando-se então o rompimento com Roma. A resistência foi grande. Roma era muito poderosa. Se não fosse o apoio direto dos príncipes e da nova burguesia dos grandes proprietários de terra germânicos, que viram em Lutero a possibilidade de ver-se livre da indesejável interferência de Roma em seus assuntos, e a possibilidade de reaver as muitas terras da Igreja, talvez a reforma tivesse sido totalmente sufocada. Apesar de trazer os avanços conhecidos, a nova Igreja Luterana acabou tornando-se uma espécie de Igreja oficial do império Romano-Germânico. 

Alguns reformadores divergiram de Lutero exatamente por não achá-lo radical o bastante. Lutero manteve o batismo de crianças, por exemplo. Um grupo que buscava uma reforma mais radical separou-se de Lutero e formou o movimento que ficou conhecido como Anabatista. O prefixo "aná" é um advérbio grego que significa, entre outras coisas, "de novo", "outra vez". Anabatismo, portanto, significa "rebatismo". E chamavam-se assim porque praticavam o batismo ou rebatismo de adultos, que podiam conscientemente decidir-se pela salvação em Jesus. Pregavam a importância da experiência pessoal de cada um. Portanto, somente pessoas com idade suficiente para tomar uma decisão consciente podiam se batizadas - um reforço a mais na crescente ênfase no indivíduo. Uma verdade boa, porém, como toda reforma radical, introduzia sementes de desequilíbrio que viriam a se manifestar mais tarde.

É claro que a posição católica sobre o papel da Igreja de intermediação na salvação dos homens não ajudava em nada no entendimento de como a comunhão e o amor entre os irmãos operam a edificação da Igreja. O que estamos dizendo aqui é que a reforma foi um passo importante em direção à restauração das verdades perdidas, mas não ajudou a ir na direção correta no que concerne à comunhão do Espírito. Pelo contrário, introduziu um elemento de individualismo que acabou gerando superficialidade e frieza.

J. P. Spener
Um movimento que surgiu mais de cem anos depois, na segunda metade do século XVII, foi o Pietismo, que nasceu no seio do luteranismo como um esforço de intensificação da fé cristã reformada. Liderado por P. J. Spener (1635-1705) e A. H. Francke (1663-1727), esse movimento teve como texto básico o livro Pia Desideria (1675), escrito por Spener. Desse livro vem o nome Pietismo dado ao movimento. Ele enfatizava o valor da religiosidade prática de caráter íntimo e fervoroso. Mais que a teologia, importaria a "piedade cristã": uma conduta de vida centrada na experiência da fé, sentida mais do que pensada, aliada à mais rigorosa conduta moral. Visava combater a frieza trazida pelo dogmatismo intelectualista dos teólogos luteranos e a ortodoxia doutrinária da Igreja oficial. Foi um movimento muito interessante, que ajudou a trazer mais profundidade, mas mais uma vez enfatizava mais a experiência individual do que a orgânica no Corpo de Cristo.
Os movimentos Pentecostal e Carismáticos também foram fundamentais para o crescimento da Igreja, mas também não trouxeram contribuições relevantes para a restauração da comunhão e da vida orgânica da Igreja, apesar da importância do avivamento e restauração dos dons espirituais que trouxeram.
Menno Simons
No entanto, devemos ressaltar alguns movimentos a partir da reforma que, apesar de não terem restaurado a devida dimensão da comunhão como fator de crescimento e amadurecimento dos santos, foram importantes "incursões" nesse campo, que trouxeram experiências que merecem a nossa atenção. Uma das vertentes do Anabatismo, chamada de pacifista, devido à sua rejeição a qualquer forma de violência (enquanto os outros anabatistas eram bem violentos, envolvendo-se em revoltas armadas contra os seus opositores) buscou um estilo de vida baseado em comunidade, como a observada na Igreja primitiva do livro de Atos e outros textos do Novo Testamento, onde todos repartiam o que tinham e viviam juntos. São exemplos os irmãos morávios (depois chamados de "Huteritas", em referência ao seu líder Jacob Hutter), os Menonitas (em referência a Menno Simons, teólogo e ex padre católico convertido ao Anabatismo) e os Amish (uma dissidência dos Menonitas liderada por Jacob Amman). Eles viviam em comunidades agrícolas, compartilhando seus bens, rejeitando qualquer forma de violência, recusando-se a alistar-se em serviços militares, não aceitando nenhuma forma de controle do estado sobre os seus assuntos de fé, recusando funções públicas, etc, e vivendo uma vida em comunidade e separados ao máximo do mundo. Esses movimentos permanecem até aos dias de hoje, após fugir de sucessivas perseguições para a Rússia e depois para o Canadá, Estados Unidos e mesmo para o Brasil e outros países da América do Sul. Um exemplo são os Menonitas que imigraram da Rússia para Santa Catarina, no Brasil, por volta dos anos 1930, fugindo da perseguição do Comunismo, que começou a confiscar suas terras e mandar muitos Menonitas para os campos da Sibéria, por representarem um obstáculo a implantação das reformas comunistas. Essas comunidades existem até hoje, como a colônia Menonita de Witmarsum, próximo a Curitiba.
Foram movimentos que valorizaram a comunhão no sentido de vida comunitária. Mas foram movimentos restritos que não tiveram muito impacto na Igreja como um todo e nem enfatizavam tanto o aspecto de crescimento trazido pela comunhão, mas sim o valor prático da vida em comunidade e desapego do mundo.
John Wesley
Já o Metodismo, liderado por John Wesley, surgiu no século XVIII na Inglaterra como um movimento de despertamento religioso no interior da Igreja Anglicana, além da ênfase da justificação pela fé, trazia também a ênfase na santificação pela fé, através da disciplina, moral e ética a serem perseguidas através da consagração pessoal. Mas um interessante elemento que introduziu foram as "bands", pequenos grupos de 5 a 10 pessoas que se reuniam para suporte mútuo, discipulado e treinamento, uma espécie de precursor no século XVIII das atuais células. Também no Pietismo haviam sido introduzidos, por J. P. Spener, no século XVII, pequenos grupos de estudos e discussões para gerar maior crescimento espiritual mútuo. Mas foram iniciativas pontuais, que lançaram algumas sementes, mas foram insuficientes para impedir a verticalização da experiência espiritual que veio a caracterizar o cristianismo atual.
CONCLUSÕES
A grande limitação de todos os movimentos de reforma, até hoje, foi a de não conseguir trazer o nível de comunhão e vida no Espírito que se observou na Igreja primitiva, de forma impactante o bastante para revolucionar o testemunho da Igreja no mundo e de produzir genuíno crescimento e santidade no Corpo de Cristo. Esse parece ser o grande próximo passo para levar a Igreja a um novo nível de poder, testemunho, amor e espiritualidade, tirando-a do lamentável quadro atual de individualismo, superficialidade e baixa reputação perante a sociedade.
Roberto Coutinho

domingo, 1 de dezembro de 2013

AS LIÇÕES DE UM SEMÁFORO

Uma pequena crônica que escrevi um dia desses...



Final de tarde. Horário do “rush”. A tempestade se avizinhando da cidade, como é típico nas tardes do final de ano. Todos seguindo rapidamente para algum lugar, como se estivessem fugindo de um mal que os acossa. A pressa é evidente e a impaciência está no ar. Sigo também freneticamente pela avenida, em uma luta implacável contra o relógio. E de repente, me defronto com o destino incontornável que espera a todas as pessoas que vivem e circulam pelas cidades no mundo moderno: o semáforo. Implacável e indiferente à agitação que o cerca. Lá está ele, imponente e taciturno.

Paro resignado e submisso ao sinal vermelho. Não há nada a fazer a não ser parar e se render à sua autoridade. E ao perceber isso, de repente, como um lampejo, começo a pensar nas lições que se pode aprender com um semáforo de avenida em um movimentado final de tarde. Isso mesmo. O velho, frio e imparcial semáforo. Não há quem seja motorista e já não tenha perdido a paciência com as fatalidades e o pragmatismo de um semáforo. E comecei a pensar...

O semáforo é uma das poucas regras que se impõe a uma sociedade avessa ao controle. Poucos têm a ousadia de questionar a sua irritante mania de dizer quem avança e quem pára. É uma das poucas leis amplamente absorvidas pela sociedade. Verde, amarelo e vermelho. Uma coisa rudimentar, primitiva e quase ridícula. Mas tão necessária e poderosamente presente em nossas vidas. E temos a estranha mania de nos render à tácita autoridade que nos é imposta pela luz vermelha do semáforo. Pode nos custar caro a petulância de questionar a sua decisão. Não raro, pode custar a nossa própria vida, sacrificada no altar da rebeldia ou do exibicionismo. Por isso ele é tão eloquente. Ele não diz nada, não tem rosto nem expressão. Não grita nem faz cara feia. Mas a luz vermelha nos impõe peremptoriamente a sua vontade, e como que em um gesto de apego à vida nos deixamos levar por uma súbita rendição ao bom senso.

Diante dele não há diferenças de classe ou privilégios. Diante de um semáforo podemos ver um caríssimo carro importado parando ao lado de uma surrada bicicleta de um morador de favela: ambos resignados e submissos diante da prepotente autoridade da luz vermelha. Não há como corrompê-lo. Não tem como pagar-lhe um cafezinho e ter a vida facilitada. É uma das poucas situações em nossa sociedade em que todos são iguais diante da lei. 

Há outras coisas que um semáforo nos ensina, se o observarmos por tempo suficiente. Ensina-nos que nem sempre a vida nos favorece. Enquanto as portas se abrem para uns, elas se fecham para outros. Nos mostra que nem todos podem vencer ao mesmo tempo. Que uma mesma situação representa a oportunidade para uns e a estagnação para outros. Nunca todos vencerão ao mesmo tempo. A vida não é assim. Sempre há os vencedores e os perdedores. E o semáforo teima em nos ensinar isso, ainda que não estejamos atentos para entender.Mas há o outro lado dessa história que ele, poucos segundos depois, nos ensina. A situação sempre muda. Nenhum mal dura para sempre. Toda crise passa. A oportunidade da luz verde sempre acaba nos sorrindo. De repente, é hora de você prosseguir e outros assistirem ao seu avanço. A sua alternância implacável – verde, amarelo e vermelho – é, no fim, a alternância da vida. Dia e noite. Verão e inverno. Primavera e outono – as estações do ano não em ordem cronológica, mas em pares opostos. A vida sempre insiste em nos ensinar que a alternância é parte integrante de sua melodia – e não há nada que possamos fazer a respeito. O semáforo, se prestarmos atenção, nos ensina a mesma verdade. O sinal vermelho de hoje vai se tornar o sinal verde de amanhã. O segredo é não desistir.

O que mais pode nos ensinar um frio, mecânico e intransigente semáforo? Insisto em pensar que deve haver mais alguma coisa que essa geringonça da vida moderna tenha a nos ensinar. O sinal ainda está vermelho para mim. Acho que a mágica dessa reflexão fez o tempo parar, pois consegui pensar em tudo isso e a teimosa luz vermelha ainda tripudia sobre mim. Mas olho para o fluxo de carros que atravessa à minha frente e, sem explicação nenhuma, vejo que eles vão diminuindo a velocidade. Parecem não aproveitar a vantagem que obtiveram e começam a reduzir a marcha e parar. Até que param. Então percebi que o semáforo não é apenas a dialética do verde e do vermelho. Tem a luz amarela também. Tímida que é, aparece rapidamente e logo dá lugar à vermelha. Sua participação é rápida mas não menos importante. Ela é um aviso. Um alerta. A vedação da luz vermelha nunca se apresenta subitamente, sem o gentil aviso da luz amarela, que tem a nobre missão de nos preparar para a sorte que nos aguarda. O segredo de não sucumbir às luzes vermelhas de nossa vida é prestarmos atenção às luzes amarelas que sempre nos avisam dos perigos. Resistir ao seu sábio conselho pode nos levar a ser pegos de surpresa. Pode até mesmo ser fatal.

De repente o sinal verde acende, os motores aceleram, pedindo impiedosamente para que eu comece a andar. O tempo volta a correr novamente e minha reflexão é interrompida pela vida real. Acelero e volto à minha luta sem fim com essa outra máquina implacável que é o relógio. 
Paro em frente à escola de minha filha, a pego, entramos no carro e saímos em direção à nossa casa. Olho para ela enquanto dirijo e digo: 

- Filha, não é incrível o que um semáforo pode nos ensinar?

Ela olha para mim com a fisionomia de alguém que procura o sentindo de uma piada não entendida e, finalmente, pergunta: 

- O quê? 

Eu penso por um instante e respondo, resignado: 

- Nada não filha. São só umas bobagens que eu andei pensando! E sorri...

Mas continuando o caminho me deparo com outro semáforo vermelho e penso comigo mesmo: “que Deus a ajude a não precisar dos semáforos para aprender as lições que eles me ensinaram nesse final de tarde”...

ROBERTO COUTINHO

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

REUNIÃO DE INAUGURAÇÃO DAS NOVAS INSTALAÇÕES DA COMUNIDADE DA FAMÍLIA CRISTÃ

Todos estão convidados! No Próximo Domingo, dia 03/11/2013, com café da manhã a partir das 09 horas da manhã.




"Viver como Jesus...e compartilhar seu amor!"
 
 
Roberto Coutinho

sábado, 21 de setembro de 2013

Parte 2 - Passos Para Entrar Na Herança

Série de estudos a respeito da herança que foi disponibilizada pelo testamento do Senhor Jesus Cristo, que passou a ser eficaz após a sua morte, e que beneficia a todos os filhos de Deus, que foram redimidos mediante o resgate pago pelo precioso sangue de Jesus - que nos livrou da escravidão dos pecados e delitos e nos transportou do império das trevas para o Reino de Deus. E ao nos redimir, dessa forma, ele nos livrou das maldições que estavam sobre nós devido à nossa desobediência e nos liberou todas as bençãos decorrentes da sua obediência. E essa é a nossa herança: todas as suas preciosas promessas.




Nessa parte do estudo, Roberto Coutinho analisa aspectos práticos sobre como entrar nessa herança em nossa experiência com Deus. Como sair do campo das promessas e entrar na experiência da provisão de Deus nas diversas áreas de nossa vida: material, emocional e espiritual.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Introdução - Reivindicando Sua Herança Perdida


Segue abaixo um áudio de 30 minutos com a introdução ao estudo "Reivindicando a Sua Herança Perdida". É uma série de estudos que será ministrada nos dias 11, 18 e 25 de Setembro, às 20 horas, na sede da Comunidade da Família Cristã, por Roberto Coutinho. São reflexões a respeito da herança que foi disponibilizada pelo testamento do Senhor Jesus Cristo, que passou a ser eficaz após a sua morte, e que beneficia a todos os filhos de Deus, que foram redimidos mediante o resgate pago pelo precioso sangue de Jesus - que nos livrou da escravidão dos pecados e delitos e nos transportou do império das trevas para o Reino do Filho do seu amor. E ao nos redimir, dessa forma, ele nos livrou das maldições que estavam sobre nós devido à nossa desobediência e nos liberou todas as bençãos decorrentes da sua obediência. E essa é a nossa herança: todas as suas preciosas promessas.




Você que é da região de Taubaté, do Vale do Paraíba e mesmo de outras cidades, é nosso convidado especial para participar dessas reuniões que não serão apenas de ensino, mas de ministração também. Cremos que essa é uma palavra transformadora que pode trazer mudanças práticas em sua vida e uma experiência abundante em seu caminhar com o Senhor, tornando-o alvo das benção de Deus, que  "perseguem" aqueles que aprendem o caminho que os leva a vivenciar o melhor de Deus para sua vida.

Para você que não poderá estar presente nas reuniões esperamos que esses áudios sejam uma benção para você e lance luz sobre áreas da sua vida que você nem mesmo sabe porque não consegue nunca ser vitorioso.

Que o Senhor abençoe você e torne-o apto à "herança dos santos na luz".

sábado, 17 de agosto de 2013

TIAGO - PARTE 7: A DIREÇÃO DE DEUS

"Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por um instante e logo se dissipa. Em vez disso, deveis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isso ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante é maligna".

Tiago 4.13-15

Em nosso último estudo vimos o poder da vontade e como ela pode nos levar para longe de Deus. Agora, precisamos entender que Deus tem sempre uma direção para nós, que devemos conhecer e andar nela.

Onde você está, o que você é e para onde você está indo é o resultado de seus próprios planos ou o resultado do seu andar na direção de Deus? Seu trabalho, a cidade onde vive, o que você estudou ou está estudando, o que ocupa o seu tempo, sua atenção e energia, estão em linha com a direção de Deus? Em resumo: VOCÊ ESTÁ SEGUINDO A DIREÇÃO DE DEUS?

Como você decide a direção que tomar em sua vida?
O texto acima de Tiago 4.13-15 traz um confronto entre o que poderíamos chamar de abordagem de vida centrada em nossas próprias pretensões x abordagem de vida centrada na direção de Deus. Não é uma questão apenas retórica, religiosa e de jargão espiritual, mas uma questão absolutamente prática, que diz respeito ao eixo em torno do qual orientamos nossa vida: nossos alvos, nossos planos e nossas decisões. E ele ensina que não há espaço para neutralidade nessa questão. Ou estamos seguindo nossas próprias pretensões arrogantes ou estamos seguindo a direção de Deus. E mais do que isto: afirma também que a jactância humana em torno de nossas próprias pretensões é maligna (provém do inimigo). 

Muitas pessoas que vão à igreja, professam sua fé em Cristo e mantém uma prática religiosa regular, o fazem sem abdicar do controle total de suas pretensões, planos e decisões. Não submetem-se a nenhuma forma de busca objetiva da vontade e direção de Deus. Elas mantém o monopólio das suas decisões e não buscam aconselhamento ou alguma forma de orientação junto a seus líderes, pessoas mais maduras e nem, muito menos, de Deus diretamente.

No entanto, veja o que diz Romanos 8.14:

"Porque todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus".

Ser guiado pelo Espírito de Deus é a nossa marca como filhos de Deus. Mas por que é tão importante assim seguirmos a direção do Senhor? Creio que podemos enumerar, pelo menos, as seguintes razões:

1. Porque Ele tem um plano para cada um de nós. Efésio 2.10.
2. Porque Ele sempre sabe o que é melhor para nós. Romanos 12.2.
3. Porque Ele conhece as consequências de nossas decisões no futuro. Tiago 4.14.
4. Porque ser guiado por Deus nos leva a permanecer para sempre. 1 João 2.17.

Gostaria também de compartilhar um princípio nas escrituras que nos é revelado em, pelos menos, três textos:

1. Jonas 1.1-3: Jonas fugiu "da presença do Senhor", e foi para Társis.
2. Gênesis 4.16: Caim saiu "da presença do Senhor", e foi habitar na terra de Node.
3. Gênesis 17.1: Deus manda Abrão a andar "na sua presença" e ser perfeito.

O que podemos inferir a partir desses três textos? Sempre que alguém tomava uma direção contrária à vontade de Deus, as escrituras dizem que essa pessoa fugiu, ou saiu, da "presença de Deus". E quando Abrão é convidado a andar na direção de Deus para sua vida é usado o termo "anda em minha presença". Portanto, podemos concluir que andar na direção de Deus é o mesmo que andar na sua presença: com sua cobertura, proteção e benção. Quando saímos da sua direção, porém, saímos da sua cobertura, proteção e deixamos de atender os requisitos necessários para recebermos suas bençãos.

Você pode "estar" na presença de Deus quando vai à igreja, participa de uma reunião de oração ou participa de um tempo precioso de louvor e adoração. Mas você "anda" na presença de Deus quando vive em obediência à sua palavra e direção.A presença do Senhor em sua vida está onde Ele apontou você para ir e estar. É como a nuvem de dia e a coluna de fogo à noite, quando o povo peregrinava no deserto. Se você quisesse andar na presença de Deus, então precisava ir para onde a nuvem e a coluna de fogo iam.

Muitos cristãos querem ser abençoados, participam de campanhas e correntes de oração, mas não andam na direção de Deus, são desobedientes e não a seguem. Vagam por aí sem cobertura e proteção de Deus. Consequentemente, não desfrutam das bençãos decorrentes e vivem abertos aos ataques e investidas do inimigo. Perdem o melhor de Deus e vivem em desânimo e derrota. 

E você, irmão? Vai abraçar a direção de Deus para sua vida, ou vai fugir para Társis?

Portanto, podemos enunciar aqui o seguinte princípio:

"A presença ativa de Deus está onde Ele disse para estarmos".

Creio que podemos dividir a presença de Deus, em nossa experiência, em três níveis:

1. Presença Inconsciente:
Ocorre na vida de todos, que em geral nem têm consciência dela. É fruto da onipresença de Deus.

2. Presença Sensitiva:
Para quem se relaciona com Ele. É a presença de Deus que sentimos na oração, na adoração, na meditação e nas escrituras, etc. É a sua presença sensitiva.

3. Presença Ativa:
Para quem anda na sua direção, em obediência. Deus não somente está presente mas atuando diretamente em nossa vida.

Quando andamos na direção de Deus, temos a sua presença ativa.

Roberto Coutinho

domingo, 11 de agosto de 2013

CAMPANHA: REIVINDICANDO SUA HERANÇA PERDIDA


DIAS 4, 11, 18 E 25 DE SETEMBRO - 20 HORAS
COMUNIDADE DA FAMÍLIA CRISTÃ

TODOS ESTÃO CONVIDADOS!




Ministração: Roberto Coutinho

TIAGO PARTE 6: O PODER DA VONTADE

“De onde procedem as guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”.

Tiago 4.1-3

A frase "dos prazeres que militam na vossa carne", no versículo acima, poderia ser substituída pelas palavras "das suas vontades". A vontade do homem é a mola propulsora das suas ações e comportamento. Portanto, é uma área que necessita da ação direta da graça de Deus para que possamos ter vida que agrada ao Senhor.

A vontade não é apenas um sentimento. Ela é um vetor: possui intensidade e direção. E está sempre nos levando a algum lugar. Onde vamos chegar e que resultados iremos atingir dependem, em grande medida, da direção de nossas vontades. A questão crítica que se coloca aqui é: para onde suas vontades estão levando você?

Em Gênesis 4.6-7 temos a seguinte afirmação do Senhor:

"Então, lhe disse o Senhor: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo".

Conhecemos a história e o que acabou acontecendo: Caim se levantou contra Abel, por inveja, e o matou. Vemos aqui que a vontade do homem caído pode levá-lo a cometer as maiores insanidades. Ela é forte, e o homem caído nem sempre é capaz de controlar seus desejos e vontades. Concluímos, portanto, que uma das principais características do novo homem, restaurado pelo evangelho, é a de ter a sua vontade transformada de acordo com a vontade de Deus, pela graça e operação do Espírito Santo. Nossos desejos contrários à sua vontade precisam ser tocados e transformadas por Ele, se quisermos viver uma vida que o agrade. E isso é algo sobrenatural. É o milagre da transformação pela Graça de Deus.




Esta ação transformadora da nossa vontade está disponível para nós hoje. Veja o que Paulo escreve em Filipenses 2.13:

"porque Deus é quem opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade".


A Graça de Deus opera em nossa vida transformando nossa vontade, alinhando-a com a vontade de Deus, e nos colocando no caminho da vitória pessoal sobre o pecado. Mas esse não é um processo automático. Precisamos estabelecer as condições para que essa ação transformadora tome lugar em nossa experiência. Mas quais são essas condições?

Sem querer ter a pretensão de ter uma resposta completa a essa pergunta, gostaria de sugerir que essas condições envolvem pelo menos três atitudes:

1. Quebrantamento (Tiago 4.8-10): significa uma atitude de arrependimento, humildade e dependência do Senhor.

2. Renúncia (Lucas 22.42): decisão verbalizada de abrir mão de sua vontade em favor da vontade de Deus. É muitas vezes verbalizar essa decisão mesmo contra nossa vontade, como foi no caso de Jesus no Getsêmani. Essa verbalização é pouco praticada pelos cristãos hoje em dia. Ma ela é bíblica e tem o poder de trazer transformação para a área em foco de nossa vida.

3. Consagração (Romanos 12.1-2): a vida cristã não é apenas de quebrantamento e renúncia. Ela é ativa e dinâmica, através da nossa dedicação a fazer aquilo que sabemos ser da vontade de Deus. Isso é consagração: direcionar nossas ações e atitudes para o centro da vontade de Deus.

Que o Senhor nos ajude a trilhar o caminho do crescimento e da transformação de nossa vontade, para que ela se torne cada vez mais agradável a Ele!

Roberto Coutinho